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Editorial
Praxis Archaeologica 4 (2009), p. 5
O peso da arqueologia preventiva é, hoje, incomensuravelmente superior ao que esta actividade tinha há apenas duas décadas.

Seria reconfortante pensar que essa situação se deve a uma consciencialização da importância do património arqueológico. No entanto, as razões para o incremento da arqueologia preventiva prendem-se mais com as exigências legais do que com o valor atribuído à arqueologia.

Este volume apresenta um conjunto de artigos que se centram na análise e comparação da legislação que enquadra a realização de Estudos de Impacte Ambiental em Portugal e nos países lusófonos.

Se no caso de Angola se conclui que, apesar da existência de legislação, a sua implementação ainda se encontra numa fase incipiente, não podemos deixar de registar esse esforço de regulamentação num país que se encontra numa fase de crescimento económico e onde a construção de grandes infra-estruturas capazes de afectar o registo arqueológico é, por força da história, relativamente recente.

Em contraste, a situação no Brasil é, como se pode verificar, em dois artigos distintos, bastante diferente, estando mais estabilizado o papel da arqueologia nos estudos de impacto e sendo atribuído um grau de exigência nas medidas compensatórias previstas na legislação brasileira, que ultrapassa o nível com que temos de nos defrontar.

As diferenças e semelhanças no papel da arqueologia preventiva em Portugal e no Brasil ficam aqui espelhadas no artigo que reúne autores dos dois lados do atlântico e serve de síntese ao debate promovido no XV Congresso da Sociedade Brasileira de Arqueologia.

Saindo do espaço lusófono encontramos uma reflexão sobre a arqueologia preventiva na Polónia que nos permite conhecer a realidade de um país com um background completamente diferente do nosso. Resultam do Workshop Critérios de Avaliação de Impactes sobre o Património que decorreu em Évora, no ano de 2007, dois artigos, um primeiro que procura estabelecer, de forma pioneira na bibliografia nacional, critérios objectivos para a quantificação do valor patrimonial dos testemunhos arqueológicos e, um outro, que fixa o documento de trabalho que a APA disponibilizou à comunidade arqueológica para servir de referência metodológica nos descritores de arqueologia dos Estudos de Impacte Ambiental.

Os dois últimos artigos afastam-se deste tema fazendo a ponte com o número anterior – a segunda parte do artigo sobre o talhe de pedra em Portugal – e com o próximo, ao aflorar a questão da segurança no trabalho em arqueologia.

Esperamos que este conjunto de artigos suscite o interesse, não só dos associados, mas também, de todos os que exercem a profissão.

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  • Capa
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  • Índice
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  • Editorial
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  • Legislação de Avaliação de Impacte Ambiental: um estudo comparativo...
    L. Rocha
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  • Critérios para quantificar o valor do Património Arqueológico
    F. Real e G. Branco
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  • Arqueologia Preventiva e Licenciamento Ambiental de Projetos no Brasil
    S. B. Caldarelli
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  • Diálogos transatlânticos: contribuições da Arqueologia Consultiva à pesquisa...
    M. J. Almeida et al.
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  • Rescue Archaeology: the Archaeology of Future
    J. Gassowski
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  • Metodologia de Avaliação de Impacte Arqueológico
    APA
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  • A Segurança Laboral na Arqueologia Portuguesa
    A. Lopes
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  • O talhe da pedra na Pré-História Recente de Portugal: 2. O estado actual...
    A. F. Carvalho
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  • O Património Arqueológico no contexto da Avaliação Ambiental Estratégica
    G. Branco
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  • Normas de Redacção
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  • Volume completo
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